Ao longo dos anos, venho presenciando a metamorfose que o cenário proporcionado por investidores encegueirado por resultados imediatos vem passando. Arrisco dizer que o mercado precisa desse pensamento utópico, pois a estatística real e absoluta que diz que a maioria das pessoas perdem, precisa continuar vigente. Isso proporciona uma discrepância enorme entre os que ganham e os que perdem, sempre foi assim e sempre será.

Em meados da década passada, quando a internet estava se popularizando e os sistemas de plataformas de negociações estavam passando por reajustes e adaptações era comum algumas pessoas mais receosas a mudanças criticarem e até mesmo acreditarem que a evolução não aconteceria. Bem, o equívoco era eminente, e essas mudanças não aconteceram apenas nos sistemas de plataformas de negociações, mas sim em todo mercado financeiro.

Sant´Anna, em seu livro “1929” expõe que antigamente o investidor que fazia 15% ao mês de seu capital aplicado no mercado (investimento de retorno variável) era considerado um gênio. Claro que dependendo da modalidade de investimento operada pelo investidor existem prós e contras para alcançar esse resultado, mas sim, sempre foi possível, e se não fosse, um dia seria, pois tudo está em constante desenvolvimento.

Um exemplo sobre esta constante evolução é o que aconteceu com os adventos tecnológicos de comunicação em massa, “o rádio levou 38 anos para alcançar 50 milhões de usuários no mundo, a televisão levou 13, e a internet levou apenas 5” (Da Redação, Revista Super Interessante, 2011)¹. Essa evolução acontece naturalmente, você querendo ou não, aceitando ou não e você concordando ou não.

Por tanto, como leigos podem afirmar que não podemos fazer 20%, 30% ou até mesmo 50% ao mês? Apenas pelo fato de que antigamente não era possível? E que os maiores investidores não faziam isso?

O impossível para muitos é o possível para poucos!